Dos esportes de resistência ao conteúdo de força
Comecei com conteúdo e monetização em 2018. Na época, eu tinha um Instagram pessoal bem simples: algumas fotos de campings de treinamento, uns registros das corridas. Eu competia em esportes de resistência e, sinceramente, não havia muita coisa visualmente impactante para mostrar.
Tudo mudou quando migrei para o treino de força. Pela primeira vez, eu tinha algo visualmente impressionante para postar: barras com um braço só, muscle-ups com peso. Em paralelo, tocava uma página de memes com um amigo. A gente só estava matando tempo no último ano do ensino médio, mas, de algum jeito, a conta cresceu para cerca de 15 mil seguidores.
Levando a criação de conteúdo a sério
Comecei a levar a coisa a sério em 2022. O crescimento foi lento no início, mas em 2023 a chave virou. Meu Instagram passou dos 50 mil, comecei a postar stories diariamente e a compartilhar meus treinos com consistência. Foi aí que lancei o conteúdo pago no Instagram.
Cerca de um ano depois, o Stepan, que hoje me ajuda com estratégia e gestão, sugeriu mover o projeto pago todo para o Telegram com o Tribute. Eu nem tinha conta no Telegram na época, literalmente aprendi o app do zero. Mas ele estava certo: o Telegram dá estrutura e uma sensação real de comunidade. Levei meus primeiros 20 ou 30 assinantes pagantes para lá. Eles foram sem hesitar, a essa altura já eram praticamente amigos.
Desde então, a maior parte do crescimento vem direto do Instagram. Falo do canal privado nos Stories e Reels, e as pessoas entram diretamente. Também tenho um canal público no Telegram, mas concentro a energia no Instagram porque é onde a maior parte do público realmente está.
Ensinar força, não só treinos
Dentro do canal privado, meu objetivo é educação. Não é uma planilha secreta de treino com tabelas “3×10”. Prefiro uma abordagem mais consistente, tentar ensinar as pessoas a entender o próprio corpo, a pensar sobre treino de força e a reconhecer padrões em vez de seguir rotinas no automático. É mais difícil do que entregar um PDF pronto, mas é genuinamente valioso. A maior parte do conteúdo é em vídeo, de 5 a 15 minutos, mais podcasts com outros atletas. Filmar não toma muito tempo, mas mentalmente eu penso em conteúdo, estratégia e direção o tempo todo. Também falo sobre estilo de vida, alimentação, gestão do tempo, todas as coisas reais que importam para a evolução.
O poder da interação na comunidade
Existem duas faixas de assinatura: só conteúdo, e conteúdo + acesso ao chat da comunidade. E, sinceramente, a interação faz uma diferença enorme. Estou no chat todos os dias, respondendo perguntas, orientando o pessoal. Pode não ser uma consultoria individual completa, mas as pessoas sentem uma forte sensação de mentoria mesmo assim. A retenção é bem maior na faixa que inclui a comunidade.
Definindo o preço da assinatura

Quando defini o preço da assinatura, o objetivo não era cobrar caro, e sim manter acessível para que a comunidade pudesse crescer. Comecei em €13 por mês, depois subi gradualmente para €17 e agora €20, conforme o projeto evoluiu. Eu queria um preço justo: baixo o suficiente para o pessoal experimentar sem hesitar, mas sustentável o bastante para eu continuar melhorando o canal.
Construindo uma renda em tempo integral
Hoje, a assinatura é praticamente toda a minha renda. Subimos o preço aos poucos, mas mantemos acessível: o objetivo é crescimento por escala, não por exclusividade. Já são 432 assinantes na minha comunidade paga e, no próximo mês, miro firme em 500.
Conselho para criadores iniciantes
Se alguém me pergunta se 2026 é uma boa hora para começar com conteúdo, respondo que é a melhor hora de todos os tempos. Você tem IA, tem plataformas, tem ferramentas. Sim, a concorrência também usa, mas isso é só parte do jogo. Se você tem um hobby ou um conhecimento que pode interessar a outras pessoas, comece a compartilhar. Primeiro de graça, depois, se ver potencial, monetize.









